O vaso de flores

Daniel Santana / Vaso de Flores/ acrílico sobre papel

Daniel Santana / Vaso de Flores/ acrílico sobre papel / 2012

Uma vez ouvi alguém dizendo: “Quem nasceu pra ser um vaso sanitário nunca vai ser um vaso de flores”. Fiquei pensando. Será?

Será que aquele “zero à esquerda” não tem mais jeito?
Será que aquele vagabundo vai ser desocupado pelo resto da vida?
Será que aquele destrambelhado nunca vai prestar atenção?
Será que aquele fracassado nunca vai conseguir?
Será que aquele miserável nunca vai enxergar a vida além do dinheiro?
Será que aquele Merda vai ter sempre aquela vida de merda?
Será que os rótulos que nomeamos as pessoas com tanta determinação correspondem quem elas são? Será que definem a trajetória de vida delas?

Eu ainda acredito na capacidade do ser humano se transformar, na arte de se reinventar, na ousadia de se reerguer.

Acredito naqueles que aprendem com os erros, que encaram o sofrimento de forma digna.
Acredito naqueles que superam seus complexos e param de ser um Problema para os outros.
Acredito naqueles que dizem “basta” para a mesmice.
Acredito naqueles que acordam depois de um longo sono de ilusão.
Acredito naqueles que ampliam sua visão de mundo.
Acredito naqueles que deixam de ser vítimas da vida.
Acredito naqueles que encontram uma razão para lutar.
Acredito naqueles que se livram do inferno existencial.
Acredito naqueles que florescem, naqueles que renascem.

Quem disse que um vaso sanitário nunca será um vaso de flores?

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